Em entrevista ao EM, ator revela como conseguiu ajustar trabalhos aos novos formatos virtuais impostos pela pandemia
“Dá uma certa agonia não poder trabalhar, mas acho que isso é o certo. A gente precisa, pelo menos, controlar essa doença para poder ter a tranquilidade de trabalhar”
Dalton Vigh, ator
“Todo o mercado de trabalho ligado à dramaturgia foi afetado. Como passamos muito tempo em estúdio fechado, com as restrições e medidas de isolamento, não temos condição de gravar. Dá uma certa agonia não poder trabalhar, mas acho que isso é o certo. A gente precisa, pelo menos, controlar essa doença para poder ter a tranquilidade de trabalhar sem perigo.” A afirmação é do ator Dalton Vigh, que, diante da pandemia, viu projetos e trabalhos serem paralisados ou cancelados por causa da COVID-19.

Em “O clone”, interpretou Said e gravou cenas com a protagonista Jade (Giovanna Antonelli)
Durante a pandemia, o ator teve a oportunidade de rever papéis marcantes de sua carreira em reprises exibidas na Globo, como o René, de “Fina estampa”. Na novela, ele era marido de Tereza Cristina (Christiane Torloni). “Sempre sou muito crítico com trabalhos meus, principalmente quando os projetos ainda estão em andamento, porque assim consigo tentar melhorar uma coisa ou outra. Mas no caso dessas novelas muito antigas, como ‘O clone’ (na qual viveu Said) e ‘Fina estampa’, é mais uma viagem no tempo mesmo, não tem aquela necessidade de consertar os defeitos, porque já tá tudo gravado. Eu consigo apreciar e curtir em vez de avaliar as atuações”, comenta o ator .

Em “Fina estampa”, foi René e contracenou com Griselda (Lília Cabral) e Tereza Cristina (Christiane Torloni)
“Toda forma de arte deveria ter importância muito grande para a cultura do país. É a arte que te faz refletir sobre a vida. A gente faz arte não só para as pessoas passarem algumas horas rindo e se divertindo, mas para fazer pensar. Neste momento, a gente precisa tanto de distrações e entretenimento quanto de reflexão”, finaliza Dalton.
Fontes: Estado de Minas


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